Arquitetura e planejamento urbano: É possível construir sem destruir?

arquitetura e planejamento urbanoO crescimento acelerado das cidades, principalmente de meados do século passado para os dias de hoje, trouxe inúmeros efeitos negativos para seus moradores, ocasionando a perda da qualidade de vida nas grandes metrópoles.

Pensando em diminuir esses problemas, é cada vez mais importante a criação de cidades inteligentes e planejadas que sigam um modelo estratégico detalhado, com vistas a minimizar os problemas comuns de um processo de urbanização desordenado e assegurar seu funcionamento de modo harmonioso e sustentável.

A união da arquitetura com o urbanismo sustentável resulta na transformação de espaços, a partir de construções e suas respectivas manutenções, utilizando os avanços da técnica e da arte de forma a promover qualidade de vida e equilíbrio ecológico.

Esse tipo de manejo e modificação do cenário urbano envolve, em seu princípio, prudência na utilização dos recursos disponíveis, considerando as necessidades das gerações atuais e futuras.

Considerada uma atividade multidisciplinar, o planejamento urbano analisa questões referentes às configurações estruturais e organizacionais, como localidade, saneamento, transporte, educação, vias públicas, policiamento, transporte coletivo, investimento, crescimento demográfico e industrial.

Um plano diretor pretende gerenciar todas estas condicionantes com o objetivo de conduzir a cidade a um futuro que proporcione uma vida mais confortável, segura e principalmente sustentável no seu crescimento econômico.

A falta de um planejamento adequado prejudica e altera a qualidade de vida das pessoas além de causar vários problemas sociais, ambientais e ecológicos.

É necessário o controle das diversas atividades e transformações que ocorrem nas cidades para respeitar os limites dos meios de sustentação naturais. Devido as evidências, as consequências ambientais da degradação da natureza passaram a receber grande atenção, elevando o nível de consciência dos governos e da população em geral.

O urbanismo sustentável implica em práticas de redução de resíduos sólidos, no gerenciamento e descarte adequados do lixo produzido pelas cidades. O princípio da redução envolve também noções como mobilidade urbana e seletividade na localização de áreas a urbanizar.

projeto legalEm relação à mobilidade urbana, o planejamento estratégico precisa valorizar alternativas para solucionar o intenso fluxo de veículos, buscar melhorias na acessibilidade, minimizando os impactos ambientais.

Fazer vias de acesso entre bairros, criando uma conectividade, revitalizando caminhos e segurança dos pedestres, vias para circulação de bicicletas e investir em transporte público. Com isso, ocorre uma redução das distâncias conjugada à otimização do tempo e da utilização de espaços.

É importante reciclar a cidade, ou seja, propor novas formas de ocupação urbana. É possível implantar um uso misto do território, oferecendo diversidade como comércio, moradia, lazer, trabalho e educação de maneira agrupada, viabilizando diversidade e reaproveitamento urbano.

Vale também para a reciclagem dos sistemas de abastecimento energético, de ventilação, de saneamento básico e de drenagem dos terrenos, valorizando as energias alternativas e renováveis, o respeito à paisagem natural, o escoamento de água das chuvas de modo a evitar alagamentos e o reaproveitamento desse recurso.

Investir em espaços bem iluminados podem proporcionar segurança e ambientes atraentes. A iluminação natural também deve ser incentivada, a partir do planejamento de construções que valorizem a entrada da luz natural e seu aproveitamento, incluindo também a circulação de ar fresco e limpo.

Executar a revitalização de espaços urbanos, junto com a implementação de espaços verdes, também significa pensar no urbanismo sustentável em territórios que podem estar subaproveitados e que carregam um potencial de valorização muito grande.

A revitalização de parques, por exemplo, pode ser pensada a partir do equilíbrio entre áreas verdes e áreas construídas, com plantas proporcionando sombreamento e circulação dos ventos, impedindo a formação de ilhas de calor causadas pelo excesso de construções de concreto.

Os valores sustentáveis em arquitetura e urbanismo agregam à recuperação das cidades. Compactar núcleos urbanos permitindo melhorias na mobilidade, aperfeiçoar a expansão urbana, modificar os espaços de forma a promover qualidade de vida e minimizar impactos ambientais são algumas maneiras de ocupar espaços de forma inteligente.

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